filosofia
Ponto de vista
Enviado por hernani dimantas | 01/10/2008 |Ante a nau, o que se move é o continente
-- Michel Foucault
Existência
Enviado por hernani dimantas | 17/09/2008 |A "existência" é uma suspensão temporária entre o nascimento e a morte O projeto de vida do homem tem origem no seu passado (em suas experiências) e continuam para o futuro, o qual o homem não pode controlar e onde esse projeto será sempre incompleto, limitado pela morte que não pode evitar.
-- Heiddeger
Realidade técnica
Enviado por hernani dimantas | 03/07/2008 |Para Simondon, no entanto, uma das características básicas dos objetos técnicos construídos pelo homem consiste no fato de que eles são antes de mais nada feitos a partir de informações que advém de seu exterior, e que lhe fornecem o sentido de seu funcionamento. Uma máquina representa para ele não um ser fechado em suas engrenagens, mas a materialização do pensamento humano, que forja conexões mentalmente e depois as inscreve no objeto (SIMONDON, 1969: 60).
Explicando o agenciamento nas multidões
Enviado por hernani dimantas | 30/06/2008 |Com efeito, como o diz Paolo Virno, e nas condições contemporâneas isso é ainda mais visível, a multidão é plural, centrífuga, refratária à unidade política. Ela não assina pactos com o soberano, não delega a ele direitos, inclina-se a formas de democracia não representativa. Talvez ela seja regida por uma lei-esquiza, tal como os nômades de Kafka. Numa fórmula sugestiva, Virno ainda diz : a multidão deriva do Uno, o povo tende ao Uno. O que é esse Uno do qual a multidão deriva ?
Metafísica
Enviado por hernani dimantas | 30/04/2008 |Se realmente acompanhamos, com nossa interrogação, a questão desenvolvida em torno do nada, então não nos teremos representado a metafísica apenas do exterior. Nem nos transportamos também simplesmente para dentro dela. Nem somos disso capazes porque — na medida em que existimos — já sempre estamos colocados dentro dela. Physei gár, o phíle, énestí tis philosophía te tou andrós diánoia (Platão, Fedro 279a). Na medida em que o homem existe, acontece, de certa maneira, o filosofar.
Círculo quadrado
Enviado por hernani dimantas | 29/09/2007 |o mistério real reside no fato que o mundo existe, e não o vazio
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Heidegger
Quero gerar confusão. O mundo onde convivemos é louco, é anárquico, é utópico. É uma busca incessante pela liberdade humana. Nem que seja apenas na ficção. Nem que seja pela perspectiva de uma classe dominante. O sujeito busca no poder a salvação, mas tem como objetivo a libertação das garras autoritárias. Uma tensão constante do sujeito com a sociedade conservadora (ou aquela que quer preservar o poder). Será que não poderíamos viver sem essa balela? Numa sociedade caos-organizada? Homens devem ser comandados pelas forças espúrias dos poderosos? Muitas perguntas para poucas palavras. O sujeito tem discernimento do certo e do errado. E a partir desse conceito o homem deveria ser educado. Desde pequeno tínhamos que aprender a colaboração. Acho que estou sendo ingênuo demais! As notícias dos jornais me contradizem a cada instante. Mas se não mudarmos o âmago, não expurgaremos os noticiários sensacionalistas... A mídia faz a hora.
Heidegger
Enviado por hernani dimantas | 28/09/2007 |Não se pode pensar que haja uma espécie de imersão na verdade, o que seria uma metáfora extremamente infeliz, na medida que a verdade se produz descolada da realidade. Não há uma identidade entre verdade e realidade. Portanto, as expressões velamento-desvelamento são elementos que não querem apontar simplesmente uma descrição da realidade. Elas apontam para aquilo que se desliga ou se descobre no processo de pensar as condições de possibilidade de conhecer a realidade e que significa uma atividade conceitual empenhada na produção de proposições, descrevendo condições de conhecimento, condições de saber. Não se trata, portanto, de tentativa de simular uma espécie de posse de um enigma, de um segredo ou de um mistério que seja de propriedade de um sujeito e que o levaria a uma afirmação autística de que eu tenho a verdade e todos os elementos a ela referidos. Se o senhor não tem a verdade, ou aceita a minha ou fica sem ela. Tal atitude despreza as razões do outro e, no fundo, não dá razões para o que o autor mesmo afirma.
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“Seminário Sobre a Verdade” – Lições preliminares sobre o parágrafo 44 de Zein und Zeit, Ernildo Stein, Ed. Vozes
O que é pensar?
Enviado por hernani dimantas | 27/09/2007 |Pensar é experimentar, é problematizar. O saber, o poder e o si são a tripla raiz de uma problematização do pensamento. E, primeiramente, considerando-se o saber como problema, pensar é ver e é falar, mas pensar se faz no entremeio, no interstício ou na disjunção do ver e do falar. É, a cada vez, inventar o entrelaçamento, lançar uma flecha de um contra o alvo do outro, fazer brilhar um clarão de luz nas palavras, fazer ouvir um grito nas coisas visíveis. Pensar é fazer com que o ver atinja seu limite próprio, e o falar atinja o seu, de tal forma que os dois estejam no limite comum que os relaciona um ao outro separando-os.
-- Gilles Deleuze

