metáfora
Tempo, tempo.... tempo
Enviado por hernani dimantas | 17/09/2008 |Heidegger diz: a renúncia não tira. A renúncia dá. Bem, talvez seja melhor afirmar que as vezes a renuncia tira, outras vezes a renuncia dá. Assim como o tempo. Há coisas que o tempo nos tira. Mas, outras, só o tempo nos traz.
O que é pedagógico?
Enviado por hernani dimantas | 04/08/2008 |Realidade técnica
Enviado por hernani dimantas | 03/07/2008 |Para Simondon, no entanto, uma das características básicas dos objetos técnicos construídos pelo homem consiste no fato de que eles são antes de mais nada feitos a partir de informações que advém de seu exterior, e que lhe fornecem o sentido de seu funcionamento. Uma máquina representa para ele não um ser fechado em suas engrenagens, mas a materialização do pensamento humano, que forja conexões mentalmente e depois as inscreve no objeto (SIMONDON, 1969: 60).
Mas o que é xemelê?
Enviado por hernani dimantas | 07/06/2008 |Xemelê é agitação. Uma dança, um passo de tango, um batuque dodecafônico misturando dados e máquinas. Xemelê é o maestro da orquestra invisível. Da mesma forma que a linkania inter-relaciona as inteligências das pessoas, o xemelê faz o link das máquinas, dos softwares, das inteligências artificiais que se estendem e descolam do ser humano. Máquinas que não conversam entre si não agregam valor para a comunidade. A sociedade da colaboração exige esta conversação.
Apenas discurso
Enviado por hernani dimantas | 20/03/2008 |Em uma sociedade como a nossa, conhecemos, é certo, procedimentos de exclusão. O mais evidente, o mais familiar também, é a interdição. Sabe-se bem que não se tem o direito de dizer tudo, que não se pode falar de tudo em qualquer circunstância, que qualquer um, enfim, não pode falar de qualquer coisa. Tabu do objeto, ritual da circunstância, direito privilegiado ou exclusivo elo sujeito que fala: temos aí o jogo de três tipos de interdições que se cruzam, se reforçam ou se compensam, formando uma grade complexa que não cessa de se modificar. Notaria apenas que, em nossos dias, as regiões onde a grade é mais cerrada, onde os buracos negros se multiplicam, são as regiões da sexualidade e as da política: como se o discurso, longe de ser esse elemento transparente ou neutro no qual a sexualidade se desarma e a política se pacifica, fosse um dos lugares onde elas exercem, de modo privilegiado, alguns de seus mais temíveis poderes. Por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca coisa, as interdições que o atingem revelam logo, rapidamente, sua ligação com o desejo e com o poder. Nisto não há nada de espantoso, visto que o discurso - como a psicanálise nos mostrou - não é simplesmente aquilo que manifesta (ou oculta) o desejo; é, também, aquilo que é o objeto do desejo; e visto que - isto a história não cessa de nos ensinar - o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar.
--
Foucault - A ordem do discurso
A ruptura já se deu
Enviado por hernani dimantas | 20/03/2008 |Não se tem mais necessidade do capital! A valorização passa pela cabeça, eis a grande transformação. A Multidão tomou consciência, ela não admite mais que se lhe leve o produto do seu trabalho. Veja as recentes manifestações antiglobalização de Rostock, na Alemanha. Não é mais a velha classe operária. É o novo proletariado cognitivo: ele está em nos empregos precários, no trabalho dos ‘call centers’ ou dos centros de pesquisa científica. Ele gosta de colocar em comum sua inteligência, suas linguagens, sua música... Esta é a nova juventude! Agora existe a possibilidade de uma gestão democrática absoluta
--
Negri - Nós somos os homens novos. A ruptura já se deu’
A tag está equivocada
Enviado por hernani dimantas | 17/02/2008 |O Serginho Amadeu cometeu um equívoco nesse post - ETIENE E SUA METARECICLEGEM TECNO-ARTÍSTICA NO CAMPUS PARTY - além da grafia... heheheheh.
Na boa, o metareciclagem tem origem na ética hacker. Significa que catalisamos o conhecimento livre. O conhecimento não está aprisionado por trás de um nome. Não tem copyright.
Círculo quadrado
Enviado por hernani dimantas | 29/09/2007 |o mistério real reside no fato que o mundo existe, e não o vazio
--
Heidegger
Quero gerar confusão. O mundo onde convivemos é louco, é anárquico, é utópico. É uma busca incessante pela liberdade humana. Nem que seja apenas na ficção. Nem que seja pela perspectiva de uma classe dominante. O sujeito busca no poder a salvação, mas tem como objetivo a libertação das garras autoritárias. Uma tensão constante do sujeito com a sociedade conservadora (ou aquela que quer preservar o poder). Será que não poderíamos viver sem essa balela? Numa sociedade caos-organizada? Homens devem ser comandados pelas forças espúrias dos poderosos? Muitas perguntas para poucas palavras. O sujeito tem discernimento do certo e do errado. E a partir desse conceito o homem deveria ser educado. Desde pequeno tínhamos que aprender a colaboração. Acho que estou sendo ingênuo demais! As notícias dos jornais me contradizem a cada instante. Mas se não mudarmos o âmago, não expurgaremos os noticiários sensacionalistas... A mídia faz a hora.
La lucha continua!!!
Enviado por hernani dimantas | 17/09/2007 |Na internet o bem e o mal convivem. Não é meu objetivo pensar nas boas ou más seqüelas. A internet abre as portas de uma existência. Uma existência online. Não é uma existência diferente. É uma outra existência. Aquilo que acrescenta. Aquilo que te remete a um outro momento. Chamo isso de esquizofrenia digital. Sabe, aquela estória de poder ser o que você quiser na rede. Ou, qualquer um pode ser um cachorro. Um cão danado que se desloca no espaço informacional sem se prender a uma identidade.
Estranhos são bons
Enviado por hernani dimantas | 15/09/2007 |Acordei de mau humor. Mas mesmo assim resolvi escrever. Meu interior ácido não está muito afins de perdoar este cotidiano de merda. A vida é boa, mas viver é complicado.
Sinto me sozinho nesta floresta de bytes. Apesar da imensa ocupação. Pessoas falando e jogando na rede é paradoxal. Acabamos ficando todos escondidos atrás de um monitor de 17 polegadas.
Penso que os estranhos são bons. Na verdade, as pessoas que não conhecemos são as mais participativas. Tudo de bom. As melhores tiradas sempre vieram de pessoas que não conheço. E poucos tenho vontade real de conhecer.

