SubNews [04]
1. [Nostalgia]
2. [Remix Pirata]
3. [Mercado Hype]
4. [Links úteis]
5. [Pensata]
6. [Sugestão de leitura]
7. [Disclaimer]
Estamos em rede. Linkados e religados subvertendo a hierarquia. Mas que hierarquia? O pensamento antigo que tomava as decisões de cima pra baixo. Estamos na era do contrário. Romper paradigmas é pensar de baixo para cima, dos lados, a partir de todo e qualquer referencial.
Indiscutivelmente, está é a forma que os mercados estão interagindo. Você vai me perguntar sobre o e-commerce, sobre as grandes corporações? Internet é mídia. Mas não é comunicação de massa. As empresas não tem o que falar para os seus mercados, pois estamos todos cansados da programação comercial. Queremos informação relevante.
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hdhd - 31/10/2001
O que vem a ser uma operação pirata? A explosão de projetos colaborativos emergentes? A busca de um modelo de prática numa rede caórdica?. Algumas destas abstrações podem ser melhor desenvolvidas no âmbito da cultura do remix. Os conteúdos se despreendem do aprisionamento do papel e passam a flutuar na virtualidade da rede. Estamos trabalhando com uma tecnologia social ainda desconhecida. Não temos certeza da potencialidade.
2007 - Ano do Porco. Rupturas paradigmáticas rompem o sossêgo do cotidiano. Muitas revoluções sucessivas acontecem concomitantemente. A cultura e a arte se encontram com a tecnologia.
Vivemos o intermezzo, na impermanência. A ação pirata faz da colaboração o exercício humano do século 21, o mundo desvelado por Linus Torvalds. 'Release early and release often' é a novidade, um modelo de produção que se torna cada vez mais factível. Colaboração como catalisador do capital social. Colaboração para fazer qualquer coisa que o desejo provoque. Colaboração como condição de sobrevivência.
Voltamos, então à pirataria. Uma sociedade pirata, então, não é uma sociedade igual as outras. Segundo Peter Lamborn Wilson emula: ...As condições ideais incluíam proximidade com rotas marinhas conhecidas, nativos (e nativas) amistosos, isolamento e grande distância de toda autoridade e realidade de potência européia, um agradável clima tropical e talvez um posto comercial ou taverna onde pudessem gastar o butim. Estavam preparados para aceitar liderança temporária em situação de combate, mas en terra preferiam a liberdade absoluta mesmo se ao preço da violência. Na busca pelo butim, estavam dispostos a viver ou morrer pela democracia radical como princípio organizador. Mas no desfrute do butim, insistiam na anarquia.
Se a pirataria fazia oposição ao 'império ocidental', significava que muitos desses piratas não estavam a fim de viver sob o domínio do Rei, ou daquele Rei, ou de qualquer Rei. Hoje, podemos viver em enclaves psiquícos. Talvez, nos tempos dos papagaios de pirata essa abstração mental só pudesse ocorrer entre os filhos do Oriente. O Ocidente sofre do mal do pragmatismo. Um 'outsider' ocidental, alguém que enxerga a vida além daquilo que a ética protestante precisa lutar ferozmente para protagonizar sua própria existência. A imanência é a filosofia dos que estão de fora. Engraçado isso! O pensamento ocidental foi muito bem sucedido na castração do indivíduo do seu link com a vida.
Entra a Internet. E, nesse espaço informacional, a metáfora pirataria começa a ser utilizada para desvelar o conflito da multidão hiperconectada, que busca pelo conhecimento livre, pelo relaxamento das leis de propriedade e pela liberdade de remixar o conhecimento anterior. Não confunda com a prática de crimes de cópia, imitação e venda. No espaço informacional estamos nos referindo a uma economia de dádiva, onde a cópia é objeto da generosidade. Partes jogadas, desmontadas. Um pedaço do céu, uma montanha, um avião passando. Juntar todas estas imagens para criar um novo desenho, montando uma nova realidade. Na Web fazemos bricolage . Desmantelamos o conhecimento em partes desconexas, e recriamos com uma forma particular. Cada um faz o seu próprio mundo.
Penso que este conceito faz sentido. Heidegger privilegia o futuro, porque é esta projeção para o devir e o golpe da devolução no embate com a morte que lá está e que o leva a pensar e à autoconscientização. O homem pode então introduzir esse conhecimento existencial no projeto de sua vida, e assim se apropriar da existência fazendo-a efetivamente sua, tornando-se autêntico, não mais um ente sem raízes. Temos que aprender a olhar o mundo sob o enfoque do outro, para não cair nos casuísmos, nos clichês e na babaquice cotidiana. Afinal, a experiência virtual é pessoal. Depende da vontade do interlocutor de escovar mercados, brincar de levar nossos desejos a sério. E com essa seriedade encaro a rede como um consciente coletivo que funciona com regras diferentes do convencional. Não faz sentido tentar particionar a vida em contêineres do saber. Um rizoma que cria e recria dinamicamente o percurso.
Neste percurso, imagino um navio como uma célula motivada para alcançar um objetivo. No caso pirata, esse objetivo era a pilhagem de outros navios. Homens se reuniam para esse fim. Levavam comida e estratégias (muitas bandeiras diferentes para ludibriar os oponentes) para o mar. Mas o mais importante era a capacidade de tomada de decisão autônoma e a informação. O navio pirata era independente. Contava apenas com suas próprias armas.
Na web, o espaço é ilimitado. Sem fronteiras, sem barreiras. pronto para ser ocupado. Essa ocupação pressupõe a participação e o engajamento de pessoas. Seres humanos agindo de forma colaborativa, células orientadas a projetos; autonomia de gestão, muita informação fluindo entre as partes, e, principalmente, a convicção de que cada célula representa o todo. Assim temos a certeza da construção de um projeto comum. Cada membro do grupo necessita contribuir como base para os outros. Esqueçam coordenadorias, esqueçam chefes, esqueçam... Mas lembremos que estamos numa operação pirata.
A cerveja acabou. Uma boa desculpa para atacar aquele velho Jack Daniel´s escondido na cristaleira. Pego a garrafa, já pela metade. Levo para o lado do computador.
O descanso de tela está burbulhando na minha frente. Um toque no mouse... tudo volta ao normal. Estou pronto para navegar. Através da urdidura digital. Um emaranhado de links que me aproximam do desconhecido.
Hoje não tenho um plano traçado. Vou passear. Apenas viajar pela paisagem cibernética. Um lapso de paixão desenfreada. Um pouco de desamor próprio atirado ao lixo. Assim será o futuro. Um mundo perdido na bitola de uma telinha. As nossas vontades sob a mira de um teclado.
Bandini não nasceu para isso. Quero a liberdade. Perpetuar a jornada às estrelas. Trocar mensagens telepáticas com o Dr. Spock. Voar na velocidade da luz...
Tudo bem... o whiskey vai acabar... e vou voltar para o mesmo lugar onde tudo começou.
Tradutores e dicionários online facilitam a leitura na internet: A quantidade de informação gerada na web, vinda de veículos, usuários ou empresas das mais remotas partes do mundo, torna fundamental a compreensão de um outro idioma, principalmente o inglês.
Para quem não tem conhecimento de uma outra língua, os tradutores online podem ser uma ferramenta importante. Elas fazem a conversão de um texto ou site para muitas línguas. Contudo, os serviços gratuitos têm limitações. A primeira delas se relaciona ao número de palavras, que varia de 140 a 2.000, dependendo do tradutor.
Eu creio que num futuro próximo esses tradutores estarão rompendo a barreira do idioma. As pessoas cada vez mais estarão perto. Independentemente da língua que falam...
"Todo conhecimento humano é incerto, inexato e parcial."
"O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido."
"O poder está para as Ciências Sociais assim como a energia para a Física."
"Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que eles desejam."
"Por que cometer erros antigos se há tantos erros novos a escolher?"
"A sábia utilização do ócio é um produto da civilização e da educação."
"A idéia de que os pobres devem ter direito ao lazer sempre chocou os ricos"
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Bertrand Russel
Neste livro Naomi Klein relata suas experiências em diversos campos relacionados à globalização. Na forma de uma seleção de artigos, alguns deles inéditos, tratando da Alca, Nafta, alimentos geneticamente modificados, copyright e música na Internet, patentes de remédios, experiências comunitárias em Buenos Aires, ativismo antinuclear nos desertos da Austrália, a ATTAC na criação do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, "fundamentalismo econômico" e mídia alternativa, o subcomandante Marcos e o Exército Zapatista de Libertação Nacional. O livro ainda aborda os propósitos da subversão da resistência antiglobalização teatralizada nas ruas e sua aparente desorganização, que a autora reputa como a real força do movimento. Segundo ela são "cartões-postais de movimentos dramáticos, um registro do primeiro capítulo de uma velha e recorrente história, aquela sobre gente pressionando as barreiras erigidas para contê-las abrindo janelas, respirando profundamente, saboreando a liberdade".
download: Cercas e Janelas - KLEIN, Naomi
SubNews é um momento de deleite. Estou feliz por me dar a oportunidade de escrever semanalmente sobre temas que eu gosto. Ainda, passo por uma fase de construção. A ordem do meu discurso é a desordem. E, por isso, não fico preocupado na manutenção de canais, de assuntos, de categorias. Estou apenas taggeando os links que me afetam.
O afeto, ou melhor, aquilo que nos afeta é um conceito de Espinosa. Somos afetados por boas ou más relações, logo, temos diferentes composições com os ambientes e com pessoas na medida que somos afetados de diferentes modos. A web me afeta positivamente. Neste espaço informacional encontro emoções boas; alguns atalhos para que as pessoas possam se compreender como pessoas. Um tipo de empoderamento, de protagonismo... de linkania. Um pouco de glamour utópico que se faz atual a cada transferência de bytes. O papo tá bom... mas tá na hora de terminar. Boa noite!!!
SubNews [a zine do subcomandante].
SubNews
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Muito bom.
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