Marketing é hacker
Faz algum tempo, desde 1999, que escrevo na e para a web. Marketing Hacker foi o meu primeiro blog. Participei ativamente da construção daquilo que veio a ser a blogosfera tupiniquim. É engraçado que, apesar de viver em linkania, o tempo anda rápido na web. Se não cuidar desse 'traço de fama' sumimos na rede. Em alguns grupos não me enxergo mais. No entanto, muitos dos meus arquivos antigos continuam sendo indexados pelo Google. Outros desapereceram nas migrações dos sites onde eu publicava. Isso tudo é muito normal na rede.
Uma da coisas mais relevantes que encontro no meu trabalho está na utilização do termo hacker para ações do conhecimento. Pois, 'a Internet é a obra prima Hacker. Este movimento não vai ficar restrito à arena tecnológica. Ser Hacker independe do conhecimento inerente da computação. Faz mais sentido pensar no artífice. Na criatividade do ser humano catalisada pela digitalidade da rede.
Nomes parecidos confundem a nossa cabeça. Hackers, crackers, lamers, piratas cibernéticos soam como se fossem a mesma coisa. Porém, a história não é bem assim. A cultura Hacker tem origens no MIT – Massachutts Institute of Technology e em outros laboratórios americanos, como o PARC da Xerox. .... O movimento Hacker coloca o ser humano no centro do universo e passa a desenvolver toda uma nova relação para satisfazer esta nova variável. Estes são os caras dos softwares de códigos livres, estes são os homens do GNU-Linux.
Mas a imprensa fez o jogo do poder. Foi por volta de 1984 que um episódio que envolveu um vândalo cibernético foi coberto pelos grandes jornais Americanos. Os jornalistas, perversamente, utilizaram erroneamente o nome Hacker. Esta confusão serviu para encobrir este movimento que estava florescendo.
Então, quando ler num artigo uma referência equivocada da palavra Hacker, pense no jogo de poder que envolve a nossa civilização. Ser Hacker não significa ser bandido, assim como ser revolucionário significa a busca de uma vida melhor para todos nós. Os Hackers estão trabalhando e trazendo novas promessas. E fazendo com que a história possa ser contada através da verdade.' (Dimantas, 08-06-2001/13:21)
Pois, essa é a internet que vivemos. Uma internet que tem na cultura hacker seu substrato mais rico. Aquilo que chamamos de web 2.0 nada mais é do que a reviravolta hacker. Não queremos pet shop online. Estamos em rede para compartilhar conhecimento.
Bem, esse é o mundo que estamos inseridos. E, nessa toada online que empresas como o Google floresceram em rede. A compreensão do compartilhamento, a produção de subjetividades, a esperança do retorno da voz é que possibilitaram o aparecimento do modo google de digitalizar as informações. Estar em rede aponta para o modelo de negócios do google. A blogosfera deu condições para o aparecimento da propaganda descentralizada. Assim nasceu o google Ad-Sense. A promessa hacker, no entanto, é novamente vítima do jogo de poder.
Explico: Recebi um email do Google Ad sense que Conforme especificado nos Regulamentos do programa, os editores do AdSense não estão autorizados a colocar anúncios do Google em sites cujo conteúdo esteja relacionado a hackers ou crackers. Por exemplo, os sites que exibem anúncios não podem fornecer instruções ou equipamentos para acessar ilegalmente ou adulterar softwares, servidores ou sites. Porra! O site está sob júdice. Essa é a palavra do Google para o AdSense no Marketing Hacker. Um repositório de idéias e conceitos sobre cibercultura, software livre, hackers e conversações. Nada que implique nas ilegalidades supracitadas. Fiquei estupefato com a volta dos mortos vivos. Cliquei no MH para procurar aquilo que o robot do google entendeu como ameaça. Nada a declarar!!!!
No entanto, percebi na coluna do Google AdSense uma chamada para um curso sobre hackers (vide screenshot abaixo)... nosense.
Pois é... em casa de ferreiro o espeto é de pau!


Esse é um exemplo
Esse é um exemplo interessante para quem quiser entender o que é significação.
O Google pode identificar, mas não pode compreender.
Escrevi uma vez sobre isso:
http://discursocitado.blogspot.com/2006/04/google-ad-sense-ser-que-um-dia-agregar.html
bisoux,
Lilian
Enviar novo comentário