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Subjetivação, crenças e desejos
Enviado por hernani dimantas | 10/11/2008 |[via Cacau Freire] A fenomenologia clínica dos modos de subjetivação agenciados como fluxos de crenças e desejos, individuais e sociais segundo Gabriel Tarde:
“O tímido é a própria figura da oposição social elementar, aquela em que a bifurcação da crença e do desejo existe, mas é vazia como hesitação, isto é, como um momento de indecisão absoluta e paralisante entre duas correntes imitativas a seguir. Enquanto isso, o louco se aproxima da figura do inventor, uma vez que os dois partilham um posição mais supra-social do que social e trabalhom, a partir dessa posição minoritária, para provocar o desencadeamento de novos fluxos de crenças e desejos.
Crenças e desejos
Enviado por hernani dimantas | 21/10/2008 |A vida social como uma distribuição mutante, um fluxo de crenças e desejos que pode ser medido quantitativamente: “(…) sob as múltiplas formas que s revestem e sob os objetos heterogêneos que se atribuem, crenças e desejos são constantes e universais, uniformes e homogêneos, susceptíveis de crescer ou diminuir, mas não de variar qualitativamente, sendo, portanto, não só comunicáveis, transmissíveis de um ponto a outro da escala social como também, em princípio mensuráveis, quantificáveis. É isso o que têm de mais característico” (:229)
(...) a imitação marca a passagem ou propagação de um fluxo ou onda de crença e de desejo; a oposição, por sua vez, marca a intervenção de fluxo ou onda, sobre outra sob o modo de um choque binário; enquanto a invenção marca a conjugação ou a conexão de múltiplos fluxos de crenças e desejos" (: 231).
(...) o que se repete, o que se propaga, não são sensações, modelos de comportamento ou representações" pois "esses são tão-somente cruzamentos de sensações e representações. (: 230)
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VARGAS, Eduardo Viana. (2000) Antes tarde do que nunca: Gabriel Tarde e a emergência das ciências sociais. Rio de Janeiro:229
Conversações e público
Enviado por hernani dimantas | 04/10/2008 |O caráter cada vez mais urbano de nossa civilização faz com que o número de nossos amigos e conhecidos não cesse de aumentar enquanto seu grau de intimidade diminui, pois o que temos a dizer ou a escrever dirige-s e cada vez menos a indivíduos isolados e cada vez mais a grupos crescentemente numerosos. Nosso verdadeiro interlocutor, nosso verdadeiro correspondente é, cada vez mais, o público.
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Gabriel Tarde, A opinião e as massas, 137
Que será então?
Enviado por hernani dimantas | 17/09/2008 |Receio que o que preservará as sumidades intelectuais e artísticas da humanidade da destruição e do nivelamento democrático não será o reconhecimento pelo bem que o mundo lhes deve, a justa estima pelo valor de suas descobertas. Que será então? Gostaria de crer que será sua força de resistência. Ai delas se vierem a se desagregar!
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Gabriel Tarde, O Público e a Multidão.

