crenças

Subjetivação, crenças e desejos

[via Cacau Freire] A fenomenologia clínica dos modos de subjetivação agenciados como fluxos de crenças e desejos, individuais e sociais segundo Gabriel Tarde:

“O tímido é a própria figura da oposição social elementar, aquela em que a bifurcação da crença e do desejo existe, mas é vazia como hesitação, isto é, como um momento de indecisão absoluta e paralisante entre duas correntes imitativas a seguir. Enquanto isso, o louco se aproxima da figura do inventor, uma vez que os dois partilham um posição mais supra-social do que social e trabalhom, a partir dessa posição minoritária, para provocar o desencadeamento de novos fluxos de crenças e desejos.

Crenças e desejos

A vida social como uma distribuição mutante, um fluxo de crenças e desejos que pode ser medido quantitativamente: “(…) sob as múltiplas formas que s revestem e sob os objetos heterogêneos que se atribuem, crenças e desejos são constantes e universais, uniformes e homogêneos, susceptíveis de crescer ou diminuir, mas não de variar qualitativamente, sendo, portanto, não só comunicáveis, transmissíveis de um ponto a outro da escala social como também, em princípio mensuráveis, quantificáveis. É isso o que têm de mais característico” (:229)

(...) a imitação marca a passagem ou propagação de um fluxo ou onda de crença e de desejo; a oposição, por sua vez, marca a intervenção de fluxo ou onda, sobre outra sob o modo de um choque binário; enquanto a invenção marca a conjugação ou a conexão de múltiplos fluxos de crenças e desejos" (: 231).

(...) o que se repete, o que se propaga, não são sensações, modelos de comportamento ou representações" pois "esses são tão-somente cruzamentos de sensações e representações. (: 230)
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VARGAS, Eduardo Viana. (2000) Antes tarde do que nunca: Gabriel Tarde e a emergência das ciências sociais. Rio de Janeiro:229

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